quarta-feira, 2 de novembro de 2011

É preciso educar a emoção das crianças e adolescentes.



O psicólogo norte-americano Daniel Goleman, Ph.D. pela universidade de Havard, autor do famoso livro intitulado de Inteligência Emocional, lançou um olhar diferente e revolucionário sobre o que é ser inteligente. Será que o ser inteligente é aquele que sobrepõe a razão à emoção?
Trabalhando com o conceito de inteligências múltiplas (já falei sobre isso a vocês em mais outro ensaio!), Goleman tem enfatizado a importância das emoções para o bom desempenho profissional das pessoas e como um elemento fundamental para o sucesso em um bom relacionamento interpessoal e no grupo social de que a pessoa faz parte.
Em suas obras, ele nos ensina que é necessário, sim, nos preocuparmos com educação emocional de nossas crianças, entendendo que tal educação deve acontecer tanto no âmbito da família como no âmbito da escola. Precisamos ensinar as nossas crianças a controlar suas emoções para que consigam sucesso diante das várias situações-problemas que são postas a cada um de nós no mundo em que vivemos. É importante entendermos que o bom desenvolvimento só do Q.I (Quociente de Inteligência) não basta; é preciso, também, um bom domínio do Q.E (Quociente Emocional). É fundamental que as famílias e a escola estejam atentas a isso!
Para o cientista, o ser humano necessita muito mais do que um elevado Q.I para atingir sucesso na vida. É isso mesmo! Se a pessoa for muito inteligente e habilidosa com o conhecimento, mas destemperada emocionalmente, certamente encontrará dificuldades em se colocar como líder ou mesmo amigo, companheiro etc. É preciso saber controlar os impulsos e isso se aprende em casa e também na escola. Na escola, é o SOE (Serviço de Orientação Educacional), quem, através de profissionais devidamente qualificados, faz o trabalho junto aos alunos; em casa, certamente são os pais e os responsáveis que ajudam nessa educação.
Não há duvidas, hoje, de que nós podemos aprender a lidar com as emoções, assim como aprendemos a lidar com as exigências das disciplinas escolares. Crianças e adolescentes com o emocional desequilibrando certamente terão problemas na escola, quer seja no aproveitamento quer seja na relação interpessoal com colegas e com professores. Precisamos, então, estar atentos. Não cabe mais acharmos que o emocional está relacionado à questão de gênio ou mesmo de ter “puxado” um parente. Crianças e adolescentes terão que aprender a lidar com o seu emocional e, principalmente, a dominar a situação.
É preciso que nossas crianças aprendam a se controlar, a dominar os impulsos, desenvolvendo a sua “inteligência emocional”. Um dos aspectos fundamentais para que iniciemos uma educação emocional com as nossas crianças é elevarmos a sua autoestima, para que o seu “eu” possa dar a ela uma autoimagem positiva, permitida a partir da apreciação de pais e educadores.
E isso reforça meu discurso: a família tem que estar caminhando junto com os educadores. Vamos educar o emocional de nossas crianças dando-lhes condições de um autocontrole emocional. Estamos, com isso, dando a elas a oportunidade de crescer se preparando para a vida.

Referência: Goleman, Daniel. Inteligência Emocional – A teoria revolucionaria que redefine o que é ser inteligente. Ed. Objetiva. 10ª edição. 1996. RJ.

Um retrato da educação brasileira



       A educação, expressa na escolarização como sua forma mais importante de atuação na formação e no desenvolvimento pessoal e no preparo para o exercício critico da cidadania e capacitação para postos de trabalho, é motivo para muita preocupação de nossos governantes. É ela também fator de promoção social e fundamental para o desenvolvimento tecnológico e econômico de um povo. Sem educação, não há desenvolvimento, oportunidade e segurança social. 
      Em nosso país, a educação é parte integrante das políticas sociais, regulamentada pela Constituição Federal de 1988 e, por isso, absorve grande quantidade de verbas públicas em todas as esferas. Investimentos mais  específicos e políticas educacionais direcionadas têm surtido melhores resultados, notadamente oportunizando o acesso ao ensino superior a retratos sociais até então marginalizados e até mesmo excluídos. Esses acessos são possibilitados por programas de financiamento do ensino superior em faculdades e universidades privadas. Mas, ainda há muito o que se fazer e os números mostram isso. 
       O IPEAL (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) realizou em 2009 uma pesquisa nacional através do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) evidenciando indicadores em nossa educação, que realmente nos obrigam a focar a educação brasileira, como uma questão de grande importância para o nosso país. Eu diria até a de maior!
    Os números levantados nos revelam que há no Brasil uma baixa escolaridade: o brasileiro em média estuda pouco e temos ainda o analfabetismo. A população de brasileiros de 15 anos ou mais idade atingiu, em 2009, cerca de 7,5 anos de estudo. No Sudeste, temos uma média de 8,2 anos; no Nordeste de 6,3 anos, índice abaixo do nacional. A escolarização mínima estabelecida pela Constituição Federal é de 08 anos de estudos. 
       Nessa pesquisa, observou-se também que a população brasileira com mais de 40 anos tem em média 6,2 anos de estudos, contra 9,4 anos de estudos entre os brasileiros de 25 a 29 anos. Os mais pobres têm, em média, 5,5 anos de estudo, contra 10,7 anos dos mais ricos. A renda torna-se aqui determinante para uma boa escolarização. Não será por isso que o governo atua mais com políticas de acesso ao ensino superior para os mais pobres? Não seria por isso que se discute a possibilidade do Ensino superior público ser apenas de alunos que estudaram a vida toda em escolas da rede pública?
        O hiato educacional para que a população brasileira atinja a meta de 08 anos de escolaridade prevista na Constituição Federal é ainda muito grande, principalmente nas faixas  etárias mais elevadas. Por isso, a necessidade de investimentos nos programas de escolarização de jovens e adultos, como o EJA (Programa de Educação de Jovens e Adultos). É preciso acelerar o crescimento da escolaridade média dos brasileiros para encurtar esse hiato educacional.
        Outro problema enorme apresentado na pesquisa é a elevada taxa de analfabetismo, embora desde o começo dos anos de 1990 ela venha caindo. Ainda assim, temos 14 milhões de analfabetos, sendo o Nordeste a região que apresenta maior queda: de 32,7% de analfabetos em 1992, para 18,7% em 2009, quando foi realizada a pesquisa. Mesmo assim, a região Nordeste ainda concentra 53% do total de analfabetos no Brasil, sendo 90% deles na faixa etária de 25 anos ou mais. Por isso ratifico minha fala: temos que melhorar e muito a educação em nosso país. É preciso investimentos e políticas sérias, com gestão competente, para fazermos cumprir a meta da Constituição Federal.

Referência:
Comunicado do IPEA (Instituto de pesquisa econômica aplicada) nº 66, de 18 de novembro de 2010. Gov. Federal.

Você tem um filho ou filha favorito?



A maioria dos pais já respondeu à seguinte pergunta: “Qual é o seu filho favorito?” Já ou não? A maioria afirma que todos os filhos são iguais e que não existe distinção no tratamento. Será que não há mesmo predileção por alguém? Veja bem, isso acontece e temos que cuidar para que a predileção por algum não signifique a rejeição de outros, pelo menos na forma como os outros podem encarar essa preferência do pai ou da mãe por um de seus irmãos.
Digo isso, pois, como sabem, tenho vários filhos e sou um dos quatro filhos de um casal que formou uma família. A mim, sempre pareceu muito claro que meu pai preferia minha irmã mais velha e minha mãe, meu irmão mais novo. Em casa, com meus filhos, tento não demonstrar preferência, mas tenho consciência de que ela se dá até mesmo por afinidade de gênio.
       A psicóloga norte-americana Ellen Libby, que lançou o livro “The favorite Child” (A Criança Favorita), defende em sua obra que, se não aceitamos a predileção por algum filho e não lidamos bem com isso, podemos, sim, criar recalque nos outros. “Ter um filho favorito não é violação de um código moral. Um pai não é igual a uma mãe, assim um filho não é igual a outro” (Libby). Não se trata de amor. Não deixaremos de amar alguns filhos por termos predileção por um. Agora, é preciso muito cuidado na relação que os pais estabelecem com os filhos prediletos. Há risco de impactos negativos na criação do “filhos preferidos”. Filhos preferidos costumam achar que tudo podem e que estão acima das regras.
       A psicóloga brasileira Ida Bechelli, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma: “Os filhos não favoritos ou se intimidam ou passam a tentar imitar o outro, ou seja, eles acabam deixando de ser eles mesmos”. Por isso escrevo esse ensaio. A ideia é provocar uma saudável discussão. Ao não protegermos os filhos do natural favoritismo por um, não estamos instalando um problema em casa? Pois é... tenho pensado e estudado tudo isso. Como pai, para proteger os demais filhos que tanto amo; como educador, para entender melhor as consequências da relação pais e filhos e seus reflexos na escola.
        O assunto é tão atual e importante que a revista Época, na edição de 03 de outubro de 2011, trouxe a matéria intitulada: “Quem é o queridinho do papai?” em que outros estudiosos no assunto foram citados, como o norte-americano Jeffrey Klugger e Laurice Kramer da universidade de Illinois. É isso, o assunto é tema de estudo em todo o mundo e a matéria discorre sobre o assunto, suscitando nos leitores boas reflexões sobre a questão. Para a socióloga Ioga Ingrid Connidis, na vida real é preciso aceitar as diferenças e entendê-las. “Não se ama menos, ama-se diferente”.
Assim, não vamos nos permitir sentir dor na consciência por termos afinidade maior com um filho ou filha. Mas precisamos garantir a nós mesmos e a eles que não vamos, por isso, preterir os demais na entrega e no carinho, pois eles podem se ressentir, sem conseguir identificar (e verbalizar!) o motivo de sua dor. No mundo do emocional devemos estar atentos a todos os sinais que vêm de nossas crianças e também, e principalmente, devemos nos manter atentos aos nossos atos diários na relação pais e filhos. Que Deus nos ilumine!


Referência:
 LIBBY, Ellen Weber – The Favorite Child – Título original. Kindle Editora – EUA. 
 BECHELI, Ida. Psicóloga. Departamento de Pediatria, UNIFESP – São Paulo. 
 Revista Época. Edição de 3 de outubro de 2011, p. 96 a 99.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Você já conversou com seu filho hoje?

A maioria dos problemas advindos do relacionamento de pais e filhos se resolve com uma boa conversa, mesmo em se tratando de crianças menores. É muito importante o diálogo para que os pais sintam as dificuldades dos filhos, que certamente existem, pois crianças e adolescentes não são peritos em resolver conflitos. Eles precisam sempre de alguma ajuda, até para a solução de coisas pequenas. Quando crescem um pouco e já são adolescentes, aí sim que o diálogo em casa ganha mais importância.
Existem várias formas de diálogo, e os pais têm que saber disso. Muitas vezes, inclusive o silêncio deve ser lido como uma forma de expressão que deve ser respeitada, ou, dependendo, investigada mesmo. Agora veja... Comunicar, dialogar significa também escutar. Para que haja uma boa conversa é importante a escuta da criança ou do adolescente. Só assim conseguiremos entender onde está o problema, para depois buscarmos caminhos juntos. Mais ainda, precisamos estar atentos às diversas formas de expressão e, claro, à faixa etária de nossa criança. Não podemos exigir que uma criança de 5 anos tenha a capacidade de verbalização de uma criança na pré-adolescência ou mesmo a de um jovem que se expressa com mais complexidade. E que complexidade! Eles falam não só através das roupas, do cabelo, do grupo social, mas também, e principalmente, através das redes sociais. São complicados mesmo! Mas veja, nós é que temos obrigação de nos aproximarmos de forma  a termos abertura para o diálogo.
O que mais atrapalha no relacionamento pai e filho é o receio por parte dos filhos de não serem compreendidos. Experiências passadas, em que a criança ou jovem não tiveram boa aceitação, podem provocar uma mágoa e, com certeza, insegurança. Como não querem ter uma experiência constrangedora, então se fecham. Cuidado com isso! Muito cuidado para não perder a confiança dos filhos no que tange à certeza de que haverá diálogo, escuta, compreensão. Lembre que isso não significa ceder, caso seja necessário manter um posicionamento mais firme em caso de disciplina.
A comunicação na família é essencial para que os filhos desenvolvam habilidades futuras na questão de se comunicar na sociedade e até mesmo em seus relacionamentos pessoais e íntimos. Se tiveram “espaço” em casa, saberão dialogar com o cônjuge e com os filhos também. É através da comunicação que os sentimentos e opiniões podem fluir livremente, propiciando um ambiente mais verdadeiro e feliz.
            Como sempre procuramos dicas que nos auxiliem em nosso dia-a-dia com os filhos, seguem sugestões que podem ajudar:

·       Mostre interesse sobre os assuntos diários dos filhos. Pergunte-lhe como foi na escola. Peça-lhe que conte algo que observou ou mesmo achou engraçado.
·        Jamais desvalorize seu filho(a) ou faça críticas que o exponha.
·        Respeite a privacidade da criança e do adolescente.
·        Esteja sempre à mesa com a família, fazendo refeições todos juntos.
·        Incentive o diálogo, valorize o que está sendo posto e respeite as opiniões dos filhos.

Vamos lá. Tudo vai dar certo, e as nossas crianças crescerão felizes. A única coisa que você não pode esquecer é que “tudo passa... só você fica com você!” (Gasparetto)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Eu... comigo mesmo

Somos todos educadores!


Todo ser humano é um educador em potencial, e sabemos ser a Educação elemento fundamental para a sobrevivência de nossa civilização.  A Educação corrige e dá norte à evolução humana. É o esteio da sociedade e, certamente, a base da reprodução da cultura em todo o mundo.
Educador não é somente quem se propõe a ensinar; aquele que é modelo para outro já se torna um educador, pois influencia até no jeito de ser e de ver o mundo. Por isso mesmo, um dia desses, recebi um e-mail muito atencioso e gentil de uma mãe de um aluno de nossa Escola, sugerindo que escrevesse aos pais, pedindo ajuda na questão do trânsito na proximidade da Escola.
Por onde já passei, ao longo de minha experiência, isso é mesmo muito complicado. Há concentração de veículos e muitos pedestres. Ao término das atividades, a quantidade de alunos que saem é grande, mesmo com um planejamento de desencontro de horários dos alunos maiores.
O fluxo grande de alunos provoca um grande movimento de pais e responsáveis que vêm buscar as crianças. E isso exige muita paciência da gente. Buzinar, estacionar em áreas proibidas, desrespeitar a sinalização, parar o trânsito aguardando a chegada da criança não ajuda. Só complica! E, pior, ensina errado aos futuros condutores. Precisamos ter consciência de que, como educadores que somos, temos que dar o bom exemplo, respeitar a sinalização e o direito das pessoas.
Em ecologia, também estamos sempre ensinando com exemplos. Desperdiçar água, jogar papel no chão, atirar lata de refrigerante pela janela do carro e sujar a areia da praia nos transformam em exemplos que os filhos espelharão. A força do exemplo é maior que a força das palavras. Precisamos estar atentos a isso para a boa educação de nossas crianças. Como tenho dito, a escola, sozinha, não consegue: precisamos caminhar juntos para que as crianças sintam a força da boa educação. O tempo todo temos que ensinar-lhes o que é correto para que possam aprender sempre o que é bom.
O lucro do viver em grupo e ser educado pelo grupo é isto: um descobre, cria, inventa;  os outros seguem o exemplo, copiam. É assim que acontece em família, na escola ou em qualquer outro lugar. Se os pais fazem, por que os filhos não podem fazer? Se o educador faz, por que o aluno não pode fazer? Se o colega faz, por que eu não posso fazer?
Pois é, por isso mesmo devemos fazer o certo e garantir que as nossas crianças estejam convivendo com pessoas educadas, pois certamente algo copiarão.
A ideia desta reflexão, caros amigos, é chamá-los a eternizar com os filhos o compromisso de melhor ensinar e de ser educador, pois somos todos, pais e professores, educadores de pessoas. Por isso eu disse: somos todos educadores!



Referência: TIBA, Içami. Pais e educadores de alta performance: psicologia aplicada, Integrante editora. São Paulo, 2011.

A sua criança está dormindo bem?




Muitas crianças dormem pouco ou mal porque não desenvolveram bons hábitos de sono. Ficam até tarde assistindo à TV ou na internet, e isso, como já sabemos, não é aconselhável. A criança necessita de sono para o seu bom desenvolvimento. Até quatro ou cinco anos, a criança necessita dormir cerca de 10 horas por noite. É necessário sim! Nada mudou em relação a essa orientação dada pelos profissionais de saúde. Com o tempo, a necessidade de sono diminui, mas nunca para menos do que 8 horas diárias, índice que se mantém até a adolescência inclusive (p. 71).


O sono diário não só recompõe energia mas também favorece o crescimento, e,  principalmente, contribui para que, no dia seguinte, a criança esteja pronta para as atividades escolares. Acordará cedinho sem demora e terá um dia mais tranquilo e um melhor aproveitamento na escola. Criança descansada aprende melhor, brinca melhor e, claro, vai alimentar-se melhor. Por isso, temos que nos organizar para que a criança vá cedo para a cama. Faz bem para ela e também para a liberdade do casal. Lá em casa, as crianças vão para a cama às 20h30min. Sem estresse. Estão acostumados a essa rotina desde sempre. Se estão sem sono, o que é raro, então deverão permanecer na cama com um livrinho. Pronto, é sono na certa! O que não pode é ficarem acordados. Se deixarmos, ficarão até tarde acordados, o que não é bom.

Dormir bem é um hábito que devemos desenvolver nas nossas crianças e para que eles mantenham esse  hábito  saudável, seguem algumas dicas, cujo resultado é infalível:

  • Acostume sua criança a ir para cama sempre no mesmo horário. Todos os dias!
  • Procure evitar que as crianças menores deem aquela cochilada fora de hora. Certamente não terão sono mais cedo;
  • Faltando pouco para a hora de dormir, leve a criança para se trocar e escovar os dentes. Rotina e disciplina ajudam na formação do bom hábito;
  • Acompanhe-os à cama e faça carinho. Contar histórias é ótimo, mas não devem ser muito longas! Se souberem de cor melhor, pois não ficarão ansiosos pelas gravuras. Gente, foi assim que me tornei escritor de literatura infantil. Criei tanto, inventei tanto, que acabei escrevendo a minha historinha;
  • Terminada a história, pronto!, é hora de dormir mesmo. Deixe o quarto à meia luz se for o caso, despeça-se e saia. Se ela for atrás, insista e retorne com a criança para a cama;


É claro que a criança pode buscar formas de fugir às estratégias, mas seja firme, com ternura.

          Sei que não é fácil e que não existe uma fórmula pronta, mas é importante para a criança o sono e para o casal um momento para diálogo. Pense nisso! Não caia nesse modismo de mundo moderno, onde não se tem tempo para nada... nem para dormir! Organize a rotina das crianças menores e maiores e sentirá os benefícios na vida da criança e do casal. Filhos não atrapalham e não são impossíveis de serem educados. O que precisam é de orientação e de cuidado. Nós “pais  educadores” é que temos a obrigação de termos o controle de tudo. Experimente as sugestões... e que nossas crianças durmam com Deus!


Referência: ZAGURY, TÂNIA. Filhos: Manual de Instruções. Editora Record. São Paulo. 2011.