quarta-feira, 6 de junho de 2012

Autoestima e Aprendizagem, Associação Perfeita.


A auto estima é um sentimento que é aprendido e desenvolvido ao longo da vida do ser humano. O tipo de educação que uma criança recebe em casa e na escola será determinante para suas relações sociais  com o mundo em que ela vive e o entendimento de seus fenômenos.
A criança, para ser feliz, necessita acreditar que é capaz de criar, de desenvolver ideias, de errar e de acertar, de transformar informações em conhecimentos, mas, acima de tudo, ela precisa ter segurança em tudo que faz. Na Escola, nós, educadores, temos o compromisso de torná-las autônomas e com motivação para as descobertas. Em casa, essas mesmas obrigações cabem à Família.
Educar é promover às crianças situações em que elas possam ir adentrando no universo dos sentimentos, das ideias, da razão e das diversas sensações. Ela precisará, para crescer, construir o seu saber, transpondo alguns limites e desenvolvendo habilidades e competências ao mesmo tempo que aprenda que para viver será preciso, também, respeitar limites. Essa construção será sólida na mesma proporção que sólida for a autoestima da criança. Uma criança amada e valorizada em suas potencialidades é uma criança feliz. Não vamos esquecer, no entanto, que nosso amor é também demonstrado aos filhos quando disciplinamos, cobramos e encaminhamos. Não existe nada de errado em educar. Aliás, essa é uma forma de amor mais perceptiva à criança. Educar é amar!
E é nossa obrigação como pais e educadores garantir que a criança tenha autoestima elevada. Para isso, é necessário assegurar a ela condições emocionais adequadas para um bom aprendizado na escola. Como? Respeitando seus limites e reconhecendo que a construção da autoestima da criança passa pelo respeito às  suas potencialidades. As crianças precisam sentir sua capacidade produtiva valorizada e estar com a autoestima elevada para que possam crescer felizes.
Dessa forma, é fundamental que pais e educadores reflitam sobre as exigências que fazemos às nossas crianças.  Ao cobrarmos algo que elas não conseguem fazer, estamos contribuindo para que desenvolvam baixa autoestima.  Por isso é importante valorizar o que elas podem nos dar, o máximo de sua capacidade.
Mas isso não quer dizer que devamos exigir dela o 10,0 ou 9,0. Lembro-me de minha mãe, que sempre me pedia nota 7,0. Ela dizia que sete estava ótimo. Essa cobrança nada mais era do que o respeito a minha capacidade produtiva. Para mim, o sete sempre teve som de dez, e, sinceramente, nunca que fui cobrado mais do que 70% em todos os cursos que fiz. Esse respeito ao meu limite e, ao mesmo tempo, a cobrança sobre mim foram suficientes para eu ser o profissional que sou e um adulto feliz e pleno.
Que gostoso isso! Pensem em exemplos assim e saibam que, se sua criança não for dez, não significa que ela é aluno ruim. Valorizem o que ela pode dar com esforço. Se puder dar mais, tem que dar. Mas, se o que está conseguindo é o máximo naquele momento, então ela é nota 10,0. 
A escola não educa sozinha. Por isso defendo sempre que é preciso estarmos juntos, escola e família, para a construção dos seres humanos com a autoestima elevada, felizes e completos. Só assim teremos cumprido plenamente nosso papel de educadores.

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